Advocacia Pro Bono: como funciona na prática e quais as regras da OAB

A advocacia Pro Bono é uma forma de exercer a profissão com impacto social, oferecendo serviços jurídicos gratuitos a quem mais precisa. Além disso, é uma oportunidade para advogados ganharem experiência, fortalecerem sua reputação e contribuírem para a justiça.

Por isso, entendemos que seguir as regras da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e atuar de forma ética é essencial. Dessa forma, você garante segurança, transparência e resultados positivos. Confira os detalhes:

  • O que é advocacia Pro Bono?
  • O que diz a OAB sobre advocacia PB no Brasil?
  • Como fazer advocacia Pro Bono da forma correta;
  • Quais casos geralmente envolvem advocacia PB?
  • Onde encontrar um advogado Pro Bono?
  • Qual a diferença entre advocacia PB e Defensoria Pública?
  • Por que a advocacia PB é importante para a imagem e a ética da profissão?
  • É possível vender créditos judiciais de causas Pro Bono?

O que é advocacia Pro Bono?

A Pro Bono advocacia é a prestação voluntária de serviços jurídicos, voltada ao bem público e regulada pelo Código de Ética da OAB. Por exemplo, o advogado Pro Bono atende pessoas hipossuficientes ou ONGs, sem cobrar honorários. 

Além disso, o termo ganhou popularidade em séries como Suits e The Good Wife, mas, no Brasil, a prática é ética, esporádica e sem autopromoção. Portanto, conhecer essas regras é essencial para atuar corretamente e gerar impacto social positivo.

O que diz a OAB sobre advocacia Pro Bono no Brasil?

A Pro Bono OAB é regulada pelo Provimento 166/2015, garantindo que a advocacia Pro Bono mantenha caráter social e ético. Assim, advogados, sociedades de advogados e departamentos jurídicos podem atender:

  • Instituições sociais sem fins lucrativos;
  • Pessoas físicas hipossuficientes economicamente.

Além disso, regras essenciais incluem:

Limitações

  • Quarentena de 3 anos para clientes atendidos;
  • Proibição de vincular serviços gratuitos a futuros pagos;
  • Atuação deve ser eventual e voluntária.

Vedações

  • Fins político-partidários;
  • Publicidade ou autopromoção;
  • Beneficiários lucrativos.

Seguir essas diretrizes evita infrações éticas e protege reputação profissional.

Confira também: Precisa saber o contato de um advogado? A DigCap ensina como

Como fazer advocacia Pro Bono da forma correta

A Pro Bono advocacia exige cuidado e ética, garantindo transparência e responsabilidade profissional. Além disso, selecionar casos corretos e formalizar a atuação protege clientes e advogados, mantendo credibilidade e segurança. 

Confira os detalhes:

  • É preciso fazer contrato na advocacia PB?
  • O advogado pode escolher quais casos atender?
  • Pro Bono pode gerar captação irregular de clientes?

É preciso fazer contrato na advocacia Pro Bono?

Na advocacia Pro Bono, elaborar um contrato é essencial mesmo sem cobrança de honorários. Além disso, o Pro Bono OAB recomenda formalizar escopo, deveres, duração e responsabilidades, garantindo segurança jurídica. 

Dessa forma, o documento serve como prova da gratuidade, protege contra fiscalização da OAB e evita conflitos futuros. Ele delimita quais atos serão praticados, custos processuais, condições de rescisão e início da quarentena de 3 anos do Provimento 166/2015, oferecendo clareza e proteção tanto para o advogado quanto para o cliente.

Cláusulas que não podem faltar

Para o advogado Pro Bono, certas cláusulas são indispensáveis no contrato para garantir segurança e clareza. Além disso, elas delimitam direitos e deveres, prevenindo conflitos futuros:

  • Gratuidade: serviço voluntário sem cobrança de honorários;
  • Limites de atuação: define exatamente o escopo do trabalho;
  • Possibilidade de revogação: advogado ou cliente podem encerrar o vínculo;
  • Custas e despesas: esclarece responsabilidade do cliente;
  • Responsabilidade e confidencialidade: garante veracidade das informações e sigilo profissional.

Seguindo essas cláusulas, o advogado atua com segurança, transparência e ética, protegendo clientes e garantindo que a prestação de serviço voluntário seja clara e regulamentada.

O advogado pode escolher quais casos atender?

Na advocacia Pro Bono, o advogado possui autonomia para escolher os casos, mas deve seguir critérios éticos e técnicos. Além disso, considerar capacidade técnica, disponibilidade de tempo e relevância social garante atendimento de qualidade. 

Por outro lado, é vedada qualquer discriminação incompatível com direitos humanos, e conflitos de interesse exigem recusa. Atue sempre com responsabilidade e ética.

Dessa forma, a escolha livre respeita o Provimento 166/2015, mantendo compromisso ético, proteção do cliente e integridade profissional, equilibrando voluntariedade e responsabilidade.

Pro Bono pode gerar captação irregular de clientes?

A prática de Pro Bono advocacia exige cautela para não configurar captação indevida de clientes. A OAB fiscaliza rigorosamente para evitar marketing disfarçado.

Atenção aos riscos:

  • O Pro Bono não pode ser usado como “isca” para futuras demandas pagas;
  • Promoção pessoal excessiva é proibida, incluindo redes sociais e mídia;
  • Evite uso em comunidades ou instituições para prospectar clientes pagantes.

Além disso, siga limites claros de divulgação institucional: menção discreta em sites ou finalidades acadêmicas. Evite autopromoção de serviços gratuitos.

Cuidados essenciais:

  • Respeite quarentena de 3 anos;
  • Documente hipossuficiência do cliente;
  • Mantenha discrição absoluta.

Fique por dentro: Como fazer uma publicidade na advocacia de forma ética e legal

Quais casos geralmente envolvem advocacia Pro Bono?

A advocacia PB atende causas essenciais no Brasil. Frequentemente envolve direitos humanos, violência doméstica, pessoas hipossuficientes, ONGs e grupos vulneráveis. 

Muitas vezes, escritórios parceiros colaboram com o Instituto Pro Bono para direcionar esforços, garantindo que o serviço voluntário atenda às necessidades sociais mais críticas, respeitando critérios técnicos e éticos da prática.

Onde encontrar um advogado Pro Bono?

Atualmente, encontrar um advogado Pro Bono exige conhecer canais confiáveis.

Entre os principais estão:

  • Núcleos de Prática Jurídica (NPJ) de universidades, com supervisão acadêmica;
  • Instituto Pro Bono, conectando advogados a instituições sociais;
  • Comissões de Assistência Judiciária da OAB ou subseções locais;
  • Escritórios com programas de responsabilidade social;
  • ONGs especializadas e redes de indicação de confiança.

Esses caminhos garantem acesso seguro e ético, respeitando regras do Pro Bono OAB, priorizando pessoas hipossuficientes e causas de relevância social.

Qual a diferença entre advocacia Pro Bono e Defensoria Pública?

De forma prática, a Pro Bono advocacia é voluntária e privada, enquanto a Defensoria Pública é estatal e obrigatória. As principais diferenças incluem:

  • Natureza: Instituição pública × atividade privada;
  • Prestadores: Defensores concursados × advogados particulares;
  • Público: Hipossuficientes × pessoas e ONGs sem fins lucrativos;
  • Remuneração: Salário estatal × gratuita;
  • Disponibilidade: Contínua × eventual.

Assim, cada serviço atende a diferentes demandas e contextos, garantindo acesso à justiça de forma complementar e ética. Ambos fortalecem o sistema jurídico e a cidadania.

Por que a advocacia Pro Bono é importante para a imagem e a ética da profissão?

A advocacia Pro Bono reforça a responsabilidade social do advogado, valorizando sua reputação e fortalecendo a confiança da sociedade. 

Escritórios que atuam voluntariamente ganham prestígio, atraem talentos e contribuem para reduzir desigualdades, criando precedentes positivos. Consequentemente, o advogado Pro Bono demonstra compromisso ético, desenvolve competências técnicas e reforça a importância da profissão como pilar do sistema de justiça no Brasil.

É possível vender créditos judiciais de causas Pro Bono?

Vender créditos judiciais de causas Pro Bono é totalmente proibido, pois a essência da advocacia Pro Bono é a gratuidade e o compromisso ético com o cliente.

Entretanto, honorários de sucumbência pertencem ao advogado, mas negociá-los pode gerar riscos éticos. Por isso, é essencial atuar com cautela e transparência, garantindo que a prática continue voluntária e responsável.

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