O que é intermediação de crédito e como se beneficiar com a operação

A intermediação de crédito pode ser a solução que faltava para melhorar sua vida financeira. Por meio dela, quem precisa de dinheiro encontra boas oportunidades de adiantamento, enquanto quem tem recursos sobrando consegue diversificar os investimentos. E o melhor é que a operação ocorre pelas vias legais, diminuindo alguns riscos para ambas as partes.

Quer entender em detalhes como esse procedimento funciona? Siga conosco. Hoje vamos explicar quais são os tipos de intermediação de crédito disponíveis no mercado e quem pode realizar essa atividade. Boa leitura!

O que é intermediação de crédito?

A intermediação de crédito é um tipo de operação financeira. Em linhas gerais, ela existe para ligar quem precisa de dinheiro a quem pode adiantá-lo.

De um lado, há o agente superavitário, que é a pessoa ou a entidade com grana sobrando. Como sua ideia é montar uma reserva financeira e gastar esses recursos apenas no futuro, ele pode adiantar o valor agora, mediante a cobrança de juros, por exemplo. Ou seja: no fim das contas, vai obter um patrimônio maior.

Na outra ponta, há o agente deficitário. Essa é a pessoa ou empresa que não tem dinheiro no momento, mas precisa de recursos financeiros. Dessa forma, recorre ao crédito para embolsar a quantia à vista.

A intermediação de crédito nada mais é que a ponte entre essas duas partes. A atividade consiste em captar dinheiro do agente superavitário e repassá-lo ao agente deficitário. Assim, todo mundo tem suas necessidades atendidas de um jeito bem prático.

Quais são as modalidades de intermediação de crédito?

O sistema financeiro brasileiro prevê, basicamente, duas modalidades de intermediação. São elas a intermediação financeira direta e a intermediação financeira indireta. Confira os detalhes:

Intermediação financeira direta

Esse tipo de operação está relacionado a aplicações como caderneta de poupança e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Nesse caso, a pessoa superavitária deposita uma quantia no banco ou na cooperativa financeira de sua escolha. Depois a instituição repassa o valor, na forma de empréstimo, a clientes deficitários que necessitem de grana.

Como o pagamento para saldar a dívida do crédito envolve parcelamento com juros, quem obteve o empréstimo vai desembolsar um valor mais alto que a quantia inicial. Isso gera lucro tanto para o depositante (agente superavitário) quanto para a instituição financeira (intermediadora de crédito).

Intermediação financeira indireta

Nessa modalidade, as empresas emitem títulos de investimento como debêntures e ações. Os compradores não conseguem adquirir esses papéis diretamente, então surge a figura da Bolsa de Valores, que atua como intermediadora.

Numa operação financeira indireta, o agente superavitário é quem adquire os títulos das companhias para obter lucro no futuro. Já o agente deficitário é quem usa os recursos monetários referentes a esses títulos. A entidade intermediadora, por sua vez, cobra uma taxa sobre cada movimentação financeira, de onde tira o sustento.

Que tipos de intermediários de crédito existem?

Agora que explicamos o que é intermediação de crédito, você provavelmente está pensando nos bancos comerciais, certo? Realmente, essas companhias são o exemplo mais óbvio de intermediadora. No entanto, existem outras opções.

Diversas instituições financeiras, como as cooperativas, são habilitadas a oferecer crédito para quem busca esse recurso. Também podemos citar os fundos de pensão, os fundos mútuos e outras modalidades do gênero.

Ainda, vale mencionar os chamados ativos alternativos. São investimentos realizados fora do mercado financeiro tradicional, mas que podem render boas cifras para os agentes superavitários. Desse modo, também trazem novas oportunidades a quem precisa de dinheiro na mão.

O investimento em ativos alternativos vai desde a compra de itens colecionáveis – que podem ser revendidos posteriormente a um preço mais elevado – até a cessão de crédito judicial. Nesse último caso, estamos falando de “compra e venda” de processos na Justiça, o que demanda o auxílio de uma plataforma especializada em intermediação de crédito judicial. O artigo abaixo traz outros detalhes.

Saiba mais: Quais tipos de processo é possível vender via cessão de crédito?

Quem se beneficia com a intermediação de crédito?

A intermediação de crédito garante mais segurança às operações financeiras. Afinal, ela estipula regras claras para cada transação – taxas de juros, prazos para pagamento etc.

Se não houvesse uma entidade intermediadora, a pessoa que precisasse de dinheiro teria de pedir emprestado direto com o agente superavitário. Isso poderia abrir margem para cobranças exorbitantes e outras formas de abuso, tal como acontece nos esquemas de agiotagem.

No mais, as operações de crédito intermediadas por um ente autorizado proporcionam benefícios a todas as partes envolvidas. Quem tem grana sobrando pode guardá-la numa aplicação rentável, pois a instituição financeira movimenta esse valor e entrega juros após um período. Já quem não tem recursos encontra no empréstimo um meio para prosperar, podendo investir nos estudos ou abrir o próprio negócio com esse capital.

Em resumo, a intermediação de crédito está na base do sistema financeiro. Ela faz girar a economia do país.

Legislação sobre intermediação de crédito no Brasil

As operações de crédito em território brasileiro devem ser conduzidas por instituições financeiras autorizadas pelo Banco Central. Segundo o Art. 17 da Lei 4.595, essas entidades são organizações públicas ou privadas cujas atividades englobam “coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira”.

No site do BC, há uma ferramenta de busca para encontrar as instituições supervisionadas. Basta inserir o nome da empresa para saber se ela está em situação regular.

Importante: quando nos referimos à cessão de crédito judicial, o respaldo vem do Código Civil brasileiro, que autoriza essa transferência de titularidade. A companhia intermediadora realiza a análise jurídica do caso e faz a ponte entre as partes interessadas, mas não libera pagamentos. Em vez disso, o comprador deposita o valor acertado diretamente para o vendedor.

Saiba mais: Por que a cessão de crédito pela DigCap é segura

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